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sábado, 4 de abril de 2015

Guia d@ Universitári@ Probri - Panda's Edition

Para embalar o tema desse post, gostaríamos de agradecer de coração a linda panda sem nominação aparente, que estava espoleta nas letras de pagode que resgatamos para recreação criativa. Prontos para iniciar esse post com a frase: "andei, andei, andei até te encontrar" por visitar diversos lugares da federal sem rumo nem beira?


wanderlust
1.A very strong or irresistible impulse to travel;
2.strong longing for or impulse toward wandering.
Tradução bem fuleira e cheia de licença poética: Andança - 1. um impulso forte e irresistível de viajar; 2. desejo forte ou impulso para bater perna sem ter destino algum.

Você é universitári@ sem nada o que fazer final de semana de um feriado, não vai pra casa da família (Ou não tá a fim de ficar com eles pra aturar as piadinhas do pavê ou pra comer) e se sente com uma vontade imensa de sair pra bater a perna? Mora nas imediações de Florianópolis? Você tá durang@? Sem um centavo no bolso? Só tem o cartão de passagem de estudante, uns passes do RU, muita disposição e espírito aventureiro? Então temos uma solução bem bacaninha pra você que não foi abençoado pela HOSTENTASSÃO e riqueza.

Vivemos num criadouro chamado Universidade Federal. Óbvio que em lugares como esse existe um local de engorda definitivo com uma dieta equilibrada, bandejas desajeitadas, suco na máquina bizarra. Às vezes eles têm piedade de nós, meros mortais que apreciam seu feijão com arroz, o RU - restaurante universitário - resolveu colocar no cardápio algumas comidas bem exóticas...

O dia de sexta-feira santa, feriado religioso comemorado nacionalmente (Estado Laico, Estado Laico, Estadooooooo fucking Laicoooooo!!) foi uma adição para o cardápio modificado: Estrogonoff de camarão.



Apesar de ser uma sacanagem tremenda em fazer um prato especial desses em um feriado quando os seus usuários NÃO ESTARIAM pelas imediações da universidade, lá fomos nós encarar o belo pratão de nomnomz. 

Tipo, camarão mesmo! Com molho consistente e batata palha (batatapalha-batatapalha-batatapalha-batatapalha), tudo que um estudante meia boca, sem grana pra gastar com comida mais ajeitadinha ou com preguiça de fazer almoço em casa poderia pedir.

Delicadamente feito com todo amor e carinho.


Sem muitos planos na agenda a não ser comer, sentar debaixo de uma árvore e falar besteira. Após o almoço bem servido, a árvore estava ali para um breve descanso, para então rumarmos para nossos recintos individuais... Até que esta que vos escreve teve a brilhante ideia de perguntar onde era o Planetário. A saga começa ali.

Sem ter mapa, um wireless que funcionasse decentemente e testando lindamente o senso de direção da Psycho Panda, rumamos a nossa aventura Ufisquiniana do Feriadão Santo. Peraê pandinhas quiridus, a gente coloca as direções pra vocês:

Se você clicar na imagem ela vai crescer tanto, mas tanto!

O primeiro lugar a ser visitado foi o Planetário, um domo redondinho com trocentos gadgets all around e pequeno de acordo com o que eu havia pensado antes. O bichinho fica ali nas beiradas do Bosque e atrás do RU.

Sim, eu tiro fotos de hidrantes

Como não registramos fotos do Planetário e Bosque (Deixa pra próxima andança, fiquem felizes com a foto do hidrante), vamos pular para a ideia linda da Panda mais velha, sim, aquela que escreve sobre músicas românticas creepy! Ela simplesmente foi dando a volta no Bosque, conosco no encalço e apreciando os entornos da Universidade que jamais conhecemos depois de anos estudando por lá e atingindo um dos lugares mais fofos da região...


 

CCB - Departamento de Botânica da UFSC

Como a Panda Guia Turística é bem estudada nos paranauê da Universidade (A bonita faz História, gente! É tipo uma enciclopédia viva da Federal!), informou que ali no Departamento de Botânica do CCB (Centro de Ciências Biológicas) eram as construções mais antigas, vindas da época da fazenda que era localizada ali antes de ser o campus e fomos apreciar o verde que acompanhava o caminho todo. Até que a descida de uma escadaria feita com pedras me fez olhar em dúvida para a Panda miga do lado. Descemos ou não? Bora então!

Escadaria para lugar nenhum (Fonte: foto por Psycho Panda)

No final da escadaria um campo aberto, bem do lado da entrada de quem entra pela Carvoeira Sul. Restos de dois laboratórios estão ali, ainda de pé, com alguma coisinha ou outra. O mato tomou conta de tudo, nenhuma saída, apenas a escadaria. Fomentamos a possibilidade de uma festinha ser sediada ali com postes de luz improvisados, e ninjas como seguranças. Detalhe a se notar: o CCB está espalhado por TODO o campus, tem pedaços de departamentos por todos os lugares em que passamos, inclusive um dentro do CFM, o labirinto. Ah! descobrimos onde fica o Departamento de Pós-graduação em Oceanografia, galera vocês estão MUITO mocados! Bota uma plaquinha, sô!

Subimos novamente, pois a procissão segue! Ao descer o morro encontramos algo extremamente atraente aos nossos olhos.

(Hello? Pandas e bambus? E o bambu, Silvio?)

Bambus. Banquete. Yay.

Próxima parada? Atravessar a rua, ver o Colégio de Aplicação por relance e ir enfrentar o labirinto do CFM, uma construção bizarra no meio do campus que lembra bastante ao covil do Minotauro misturado com um presídio. É quase mais ou menos isso, só que sem ninguém pra te dar informações e possivelmente haver algum tipo de história macabra atrás de alguma porta cadeada. Exagero? Oláááá? CFM = Centro de Ciências Físicas e Matemática!

Super alto astral no CFM! Yaaaaaay! #SqN

No CFM os caminhos foram tortuosos, salas de aulas localizadas em lugares vazios, portas apontando para lugar algum, muitos corredores, todo um clima especial de filme categoria D de terror adolescente e de repente um prédio super chiqueroso do povo do EFI (Espaço Físico Integrado, todos os laboratórios esquisitos estão lá). Por experiência própria a lanchonete deles é mais gostosa que a do CFH e do CED, e TEM WiFi estável! É esse prédio aqui que a gente vê lá do CED e não sabe pra quê serve:

Prédio EFI visto bem de longe (Fonte: Notícias UFSC de 2013)

O contraste que ocorre ao sair do labirinto para o chiqueroso não é nada comparado ao atravessar a rua e cair no Direito. Yep quiançada CCJ (Centro de Ciências Jurídicas) e CSE (Centro Sócio-Econômico) são como um OUTRO MUNDO dentro da UFSC, se é pra jogar uma dialética do Cárli Márquis básica nos esqueminhas, esse local é preservado de todo o resto do populacho. Foi mal, mas os prédios deles tão mais conservados, tem mais acesso e caminhos para os lugares, tem um puta dum Fórum em vidro fumê e olha só! Um vigia! Um módafóca vigia na frente do Fórum! Porque durante cerca de 1 hora de andanças e NENHUM vigilante da empresa terceirizada estava a vista.

(Aí abrimos a discussão para segurança no campus e como os assaltos que ocorreram recentemente está afetando a nossa rotina e até teoria da conspiração rolou)


Descobri que a bandeira azul é da Universidade, pasmem!

Saindo da parte rycah e famoza do campus, temos o coração do bairro Trindade, a Praça do Pida, o NETI (Núcleo de Estudos da Terceira Idade, projeto bem bacana de extensão), o Sindicato da UFSC (Oh meux quiridu, cêis tão bem na fita hein?) e as construções mais pitorescas como a Casa do Divino (Okay né?), Teatro da UFSC (Tinha um boneco me olhando de uma das janelas, creepy!), a Capela (catedrááááticooooo bora discutir Fucôôôôôôôôô!) e o DAE, local onde 66% das reclamações vão e se perdem por lá, invalidando seu argumento. 

O boneco creepy na janela foi deletado da imagem
Para ilustrar a nossa passagem pelo Arquivo da DAE - onde se retiram os históricos, diplomas e tudo quanto é papelada referente a matrícula, desmatrícula, rematrícula e coisas do tipo que você faz no CAGR e morre de vontade de pegar o sujeito que inventou esse sistema pelo pescoço e torcê-lo até os olhos dele pularem para fora das órbitas - deixamos o gráfico abaixo:

Sim, usei Comic Sans e não me arrependo!!
1% das reclamações vão para o CED por não lembrarem ao resto do mundo universitário que sem bibliotecários e arquivistas todos vocês nem teriam diploma de graduação, mestrado ou doutorado! Ou licitações. Muito menos informação. Ah! Isso nos lembrou do Arquivo Geral da UFSC - que a sortuda Panda Miga já visitou e esfregou o fato em minha cara, obrigada Miga! *mostra lingua* - go go go Arquivo!

Entrar pela via do CTC (Centro Tecnológico) é exatamente como eles acham que você deve ver a UFSC em seu estado de glória suprema. Eles são o departamento que mais produzem projetos e também tem os artigos mais publicados. Tipo, os artigos que trazem dinheiro pra Universidade, não aqueles que são os mais citados. E hey! As festas deles parecem ser melhores do que as de todo mundo, e nota para posteridade: jamais volto para um trote deles (enough is enough people). Ali, no meio de algum lugar estar entranhado o Arquivo Geral da UFSC e até agora não entendi porque isso não tá do lado da BU ou perto da Reitoria, anyway...

Não tiramos foto do CTC, mas tiramos do Batimã
Sem mais alternativas para rumar, resolvemos meio que de supetão ir para o Horto do Córrego Grande, ou Parque Ecológico. Com a disposição que estávamos, daria pra dar uma voltinha por lá. Cerca de 18 minutos de caminhada em direção ao Norte e chegamos lá, um Parque bem bonito, bem estruturado e cheio de coisas para explorar.

Você está aqui: bem confortante isso.


Com palmito, mas sem bambu


Dá pra fazer a 5ª de Beethoven aqui


Tartarugas ao léu

Jacaré do papo amarelo vegetariano (Só pode)

Havia uma garça atrás do jacaré

Foto empaca fueda - jabutis em plena ação

GATOS! DEZENAS DELES! BEWARE OF ULTHAR!!




Coelhos nada receptivos e morgando até

Um looooongo pinheiro

Peixinhos devorando ração


Sagüi posando pra câmera: VOGUE!

Passarinho, passarinho, passarinho


Patos: armas mortíferas de proteção ambiental

O que a galinha pensou antes de atravessar a rua?

"Não sou porquinho e nem venho da Índia!"

Para mais informações do Parque Ecológico, só por essa singela página de Local no Facebook para saber os horários e contatos. Com toda a andança, perdemos a noção do tempo e deparamos com um dilema existencial breve: voltar ou não para apreciar o jantar mais que especial no RU?

Nem preciso dizer qual foi a resposta né?
(Yeaaaaaaah mucho camarão no bucho!!)

Então, para você que achava que não dava para fazer muita coisa dentro da UFSC ou não conhecia os roteiros bacanas que ali tem, é só pegar um mapinha, se aprontar minimamente pra uma boa caminhada e se divertir com os achados interessantes. Pedimos juízo e que leve alguém com você, ir sozinho não é uma opção. Vamos fazer um evento bacanildis pra dia 21/04 (Dia de Tiradentes que não era dentista nem barbudo) lá no Horto para completar as trilhas que tem, tá a fim de ir? Só confirmar a presença aqui e se programar, levar uma galera e aproveitar.

Esse post não foi patrocinado por ninguém, mas se você quiser contratar os serviços de guia turística da Psycho Panda, podemos conversar sobre nos comentários (Não que ela vá saber que estou agenciando as paradinhas, hehehehehehe e ops, ela vai ler isso mais tarde!).

Deixamos a perguntinha: O que cês fizeram de bão nesse feriado?!

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