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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Amor, cadê você meu filho? *voz do Salsicha*

Imagine o vídeo, o seguinte enredo:

Um grupo de jovens levantava placas contra o preconceito, o foco era contra o racismo, mas, se juntaram ali placas contra o preconceito de forma geral.

Um dos jovens, homem, segurava uma placa dizendo "A cor não nos faz diferentes! Me dê um abraço."

Algumas pessoas deram o abraço no rapaz, sorridentes, simpáticas... Afinal de contas, era um abraço!

Vem cá Bruna, me dá um abraço... <3
Sim Bruna Morgan, é você! Sua linda.

Até aí tudo bem. Um abraço. Não importa que é um desconhecido, ele é uma boa pessoa, educado e só pediu um abraço. Além do que é contra o racismo. Legal!

Então o homem diz em seguida: Que bom receber seu abraço, sabe 'Eu sou gay', me dá um abraço por isso também?

cri cri cri *pausa na música do vídeo*

A câmera vai mostrando os olhares um a um, "take a take", (cada cena separadamente, já que foram filmadas individualmente).

Uns olharam com meio sorriso, outros franziram a testa e ainda outros colocaram a mão no queixo...

*música continua no vídeo*

E vai mostrando as reações seguintes:

Maioria pestanejou, pensou, balançou antes de abraçar, alguns nem mesmo quiseram abraçar, deram uns tapinhas nas costas  do homem, e saíram... raros os que abraçaram tão forte quanto o primeiro abraço (defendendo a luta contra o racismo).

Algumas disseram "Oh my God, not seems!", "This is serious?", "Cool, cool!"...

Ok!
O que eu estou pensando sobre isso?
(Não, não estou invalidando o protesto contra o racismo, apenas deixando evidente que algumas pessoas pensam que por apoiar a causa negra, estão livres de todo o preconceito. Quando, não! Ainda há muito chão nessa caminhada.)

Pensando: De onde vem e até onde vai o preconceito?
O vídeo revelou quão externo é, sem explicação, sem fundamento e sem justificativa um preconceito.
Por que as pessoas abraçaram o homem sem remorso, sem poréns, sem fazer esforço antes e quando este se revelou gay, recuaram, vacilaram, oscilaram...?

Porque preconceito trata-se de: A MALDADE ESTÁ NOS OLHOS DE QUEM VÊ! 
(Cara! Essa é a resposta. É difícil de entender? A maldade - problema - não tá no gay, no negro, no gordo, na loira...)

O preconceito está implícito às vezes nos pequenos detalhes.
No "mas"  na continuação da frase, na piada sem maldade sobre mulheres, na diferença salarial pelo gênero, no esquadrão da moda e seu padrão esquelético, e etc...

Não, eu não sou são-paulina, nem corinthiana.
Diz que não tem preconceito, mas, dá sentido conotativo de xingamento ao homossexual. 

Hoje me peguei pensando (preconceituando): "Poxa, mas, aquela menina, que horrível. Como ela usa uma blusa curta, de barriga de fora? Ela tem duas vezes mais barriga que peito, ta pra fora da calça!"
Em segundos parei e me "auto respondi": "Óqueeei dona da beleza, pepéca das galáxias, musa 2015... já pensasse no fato de ela estar se sentindo bem com aquela roupa? De estar se sentindo bonita? De que simplesmente. de repente (talvez) tu não tenhas nada a ver com isso?"

Puxa, ainda bem que em fração de segundos repensei.
E fiquei feliz pela minha consciência, que embora ainda não esteja 100% livre de preconceito, está caminhando para isso! Em progresso.

Ah e não, NO MEU CASO isso não tem nada a ver com educação em casa (poque minha família é extremamente conservadora, religiosa e radical em algumas questões), isso veio de dentro de mim (e será educação na minha casa). Eu aprendi a lidar com isso, a quebrar todos os outros preconceitos que eu tinha. E seu eu consegui, você também consegue!

E como disse um cara muito simpático, nascido em Nazaré da Galileia: "Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros" (Jo 13,34).


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