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domingo, 5 de abril de 2015

A obrigação de ser o que se é



E então você é mulher, homem, criança, cachorro, gato, galinha...e há uma obrigação embutida em cada nome desses, em cada titulo adquirido ao nascer e ao sobreviver. Nome próprio? Esquece! Você não é você mesma você é uma mulher, uma “zinha” qualquer.
Você tem que ser tudo aquilo que a sociedade quer, e mesmo que tenha conquistado alguns direitos, ainda assim tem que seguir alguns padrões que lhe são impostos. É meio que inconsciente você sem perceber até impõe esses padrões aos outros. Como assim você é mulher e não consegue fazer cinco coisas ao mesmo tempo?  O que você é homem e não “pega” todas? Amigo você é um cachorro que ronrona? E você gatinho que gosta de seguir o dono em todo canto? Como assim você não quer mais por ovos?


É horrível ter que seguir um padrão. É horrível saber que as pessoas tem uma expectativa sobre você e você vai decepciona-las, e nem foi por querer, é só porque você não veio com o pacote completo.  Quem foi que disse que eu preciso dar conta de trabalhar, estudar, cuidar de marido, filhos, casa, de mim mesma e de tudo mais? É uma cobrança constante, se antes você “só” precisava cuidar da casa, do marido e dos filhos e saber bordar, hoje você precisa lidar com tudo isso e ainda trabalhar que nem uma louca ganhando menos, e estudar pra ser alguém na vida. Veja bem, não estou reclamando dos direitos que conquistamos, adoro poder estudar e trabalhar, mas me deixa muito triste ver o olhar de reprovação de outra mulher quando digo que não quero ter filhos e nem conseguiria dar conta de todas essas coisas que citei. Não tenho obrigação nenhuma de ser uma mulher maravilha, de ser boa em tudo e de estar sempre aqui quando você precisar. Não sou uma máquina ou qualquer coisa que alguém quer que eu seja. Eu sou mulher, tenho um nome próprio e sou única, você querendo ou não. Eu tenho direito de ser tudo aquilo que eu quiser, e de não ser quando eu quiser. 

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