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sábado, 28 de fevereiro de 2015

[poesia] O vazio de te amar

Para esse sábado preguiçoso, um pequeno texto só pra relaxar!

Um giro, um pulo, um rodopio
Meus pés percorrem o salão
Dançando sem hesitar
Minha mente percorre o vazio
Mas no vazio você está
Insistindo em me lembrar
Que de você não posso fugir
Mesmo se em outro mundo viver
Porque você está dentro de mim
E estará pra sempre onde eu estiver
E mesmo a dança não pode tirar
Esse pedaço de mim que insiste em te amar

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Romantic or Creepy?

Sabe aquela música que toca sempre em casamentos? Ou que tem sempre um sujeito pra usar de declaração de amor? Então, já parou pra pensar na letra dessa música, ela realmente serve pra uma declaração ou um momento romântico? A proposta dessa coluna (que se pretende semanal) é analisar algumas músicas pra ver se elas servem ou não para os momentos de paixão do pessoal. E pra começar tinha que ser esse clássico que toca em todo casamento que vou. 

The Police - Every Breath You Take



Imagine alguém cantando essa música pra você. imaginou? Fofo não é. Não mesmo!!! Considero essa música creepy pra caramba. Sempre que começa a tocar em algum casamento eu mentalmente digo "Não! Para! Por favor! Nãoooo!". Se me dedicassem ela eu literalmente sairia correndo. A letra é digna de Stalker, daqueles que sequestram a vitima e ainda por cima pedem em casamento, por que né, é amor, puro amor! 

Momento dentro do armário, ou capa da invisibilidade:

Every breath you take
Every move you make
Every bond you break
Every step you take

I'll be watching you

A Síndrome do Príncipe Encantado

            Esse texto surgiu de diversas discussões entre as ocupantes desse sofá majestoso. A partir da análise de nossas experiências chegamos a conclusão que tem muito homem por aí com a Síndrome do Príncipe Encantado. Percebam que escrevi muito e não todos, portanto já saibam que isso não é uma generalização, é uma referência a certa parcela da população masculina heterossexual,só pra deixar claro.
      Antes de falar do príncipe é melhor começar pela princesa, e pelo seu oposto, a plebeia. Exagerando nas definições podemos dizer que a princesa normalmente é aquela mulher possessiva, fútil, ciumenta e dependente, que precisa de um príncipe pra exibir como troféu e para lhe tratar como rainha. A plebeia por sua vez, é aquela mulher independente, bem resolvida, desencanada, disposta a aventuras, que não precisa de homem para sobreviver e que não está em busca de um príncipe, e sim de um companheiro.
      Quando uma mulher com as características de plebeia surge perto de um grupo de homens ela quase que automaticamente vira um dos "caras". Parceira das bebedeiras, das baladas e das conversas aleatórias, é sempre dita com uma mulher incrível, e por muitas vezes alguns dos caras irão falar "eu queria uma namorada como você!". Mas então porque na hora de arranjar uma namorada ela se parecerá mais com uma princesa do que com uma plebeia? É nesse momento que entra a Síndrome do Príncipe Encantado.
  Por mais que esses homens digam querer uma mulher independente e sem paranoias, aparentemente eles tem medo de começar um relacionamento com elas e por fim não serem "bons o bastante", sendo assim, quem melhor que uma princesa para faze-los sentirem-se bem. Com a princesa o homem se considerará importante, pois ela tem ciúmes quando ele olha pro lado, odeia seus amigos e faz birra por qualquer falta de mimo. Ele sempre irá ao seu resgate em qualquer situação, mesmo que tenha que deixar o papo e a cerva com os amigos pra depois. Mas ele não fará isso com um sorriso no rosto, vai reclamar pra quem quiser ouvir o quanto ela tira a sua liberdade.
      E quando sair desse relacionamento, na maioria das vezes por estar de saco cheio das implicâncias dela, ele irá encontrar a plebeia no meio do grupo de amigos, vai acha-la legal e vai se sentir atraído. Mas é por ela não querer que ele esteja grudado 24 horas, por não cobrar relatórios dos afazeres e das conversas com o publico feminino que ele irá se perguntar "Será que ela realmente gosta de mim? Eu faço diferença na vida dela?" e daí a insegurança bate e a síndrome ataca novamente. E mais uma vez ele irá em busca da donzela indefesa que precisa de um salvador.
    Isso poderia ser considerado exagero, se não tivesse vivido na pele, e visto amigas passarem por isso. A maioria dos homens ainda não aprendeu a lidar com essa plebeia. E por mais legal que aquela mulher descolada seja, ela não serve pra um relacionamento, porque ela não precisa de um príncipe que a salve do dragão, mas sim de um companheiro de armas para ajudá-la na luta.
    Caros homens, se por acaso entendemos isso de forma errada, por favor, expliquem-nos, porque já cansamos de ouvir que somos "legais demais" como desculpa para os foras.
      

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O passado no presente

Sejam bem vindos todos aqueles que se arriscaram e resolveram clicar no link deste blog. :D
Já aviso que aqui não existe tema proibido e nem delimitação de assunto. Estamos aqui pra jogar conversa fora, falar o que vier na cabeça, discutir desde política até a novela das 21h (tem esse horário ainda? To totalmente por fora! oO).
Que mulher fala muito não é segredo pra ninguém (tudo bem que é só escolher o assunto certo para qualquer pessoa falar por horas), mas diferente do que pensam os roteiristas por aí (ver Teste de Bechdel), mulher fala sim de outras coisas além de homens.
Euzinha falo pelos cotovelos (quem me conhece sofre hehe), e pra começar as postagens desse blog decidi escrever sobre algo que é frequente na minha vida, o passado. Como estudante de história lidar com o passado faz parte do meu dia-a-dia, seja ele no meio acadêmico ou no social. Ele nem sempre é fácil, para muitas pessoas a solução mais simples é enterra-lo, esquecer que um dia existiu, e assim evitar muitos sentimentos. 
Pessoalmente procuro trata-lo da seguinte forma, não abandonar jamais. Não vivo DO passado ou NO passado, mas sim a partir das reflexões feitas em cima de tudo e de todos que fazem parte dele. Saber resignificar as coisas é algo muito importante para que não se sinta dor com a simples menção de um nome ou a letra de uma música. Para que você possa voltar aos  lugares e tirar deles o que existiu de bom, e criar ali novos momentos, novas lembranças. 
Acredito que o passado serve pra isso, para estar em constante diálogo com o presente, para te lembrar dos bons e maus momentos, para compreender as ações das pessoas, que talvez em uma outra hora você não tenha conseguido, é tudo uma questão de perspectiva, de ponto de vista. Estamos mudando constantemente, somos alterados por nosso entorno, mesmo quando não desejamos nenhuma intervenção, é inevitável absorver o meio para que se possa sobreviver. 
Por muitas vezes a dor não irá te deixar e uma simples lembrança vai te fazer sofrer, mas isso apenas lhe fará recordar que é humano, e que sentir é um pressuposto para tal condição.
          

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